sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

PORTEFÓLIO DO VERDADEIRO "FILHO" DA P...


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13 Comments:

At 1 de fevereiro de 2008 às 21:29, Anonymous C. Medina Ribeiro said...

Em todo este assunto, há dois aspectos que, ao contrário do que está a suceder em alguns blogues, convinha não misturar: o estético e o legal:

1.º - Quanto ao primeiro, qualquer pessoa que não viva na Lua sabe que casas como aquelas que se vêem nas fotos que o «Público» mostrou (projectadas por Sócrates, segundo o próprio confirma) são, apesar de horrorosas, feitas ao gosto do cliente.

No aspecto estético, o projectista, mesmo que saiba e queira, pouco pode fazer: o freguês diz o que quer e até que acabamentos usar. O primeiro faz os desenhos e os cálculos (lages, pilares, fundações, instalações de água, gás, electridade, etc), e só tem de respeitar as normas.

Neste mercado, se quiser ir mais longe e entrar pela estética (e, já agora, que formação tem para isso?!), ninguém lhe dará trabalho...

O aspecto estético, na prática, só poderia ser defendido a um nível acima, dos Serviços de Arquitectura e Urbanismo das câmaras. O problema é que aí, como se sabe, estamos bem servidos…
Lembremo-nos que os arquitectos andam há anos a querer ter uma palavra a dizer nos edifícios que se fazem pelo país fora (incluindo os das maiores cidades) e não têm tido sorte nenhuma - nem eles, nem nós...


2.º - Resta o problema legal (ou ético, se se preferir), que aparece quando o projectista não está habilitado a assinar o que fez. Aí, surge a necessidade de recorrer a outrém, que o esteja.

Problemas de incompatibilidades e de corrupção podem aparecer, também, mesmo em casos em que o projectista está habilitado a assinar o projecto: é o caso do indivíduo que trabalha na própria câmara, e que contorna a incompatibilidade dando o trabalho a assinar a outro; depois, se calhar, até pode ir fiscalizar o que ele mesmo fez...

Poderíamos ir mais longe, analisando o que se passa com os indivíduos que "assinam de cruz", dando só o nome, sem verem nem reverem nada.
Mas fica para outra altura, que o texto já vai longo.

 
At 1 de fevereiro de 2008 às 21:30, Anonymous K. said...

José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.
O primeiro-ministro diz que assume “a autoria e a responsabilidade de todos os projectos” que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu “sempre nos termos da lei”. Embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas “assinaturas de favor” em projectos de engenharia e arquitectura constituem uma “fraude à lei”.
Um antigo presidente da Câmara da Guarda, o também socialista Abílio Curto, a ela se referiu numa entrevista. “Uma vez disse-lhe [a José Sócrates] que ele mandava muitos projectos para a Câmara da Guarda, obras públicas, particulares. (...) O que sei é que nem todos os projectos seriam da autoria dele. Mas isso levar-nos-ia muito longe e também não vale a pena”
in “Publico”

Parece que a Engenharia não deixa o Engenheiro em paz e agora surge a acusação feita pelo jornal Público de casamentos de conveniência entre o dito Engenheiro e amigos da Câmara da Guarda. Eles recebiam os pedidos, faziam os projectos, mas como não os podiam assinar por serem funcionários da Câmara, pediam ao Sócrates que o fizesse. Pelos vistos o nosso dito Engenheiro sempre gostou muito de assinar pelos outros. Basta vez o que está a fazer com o Tratado de Lisboa em que também deseja assinar por todos nós sem nos consultar sobre o assunto. Bem diz o bastonário da Ordem dos Advogados que vivemos numa cultura de corrupção e, se é de cima que chegam os maiores exemplos, que moral há para perseguir aqueles que a utilizam para daí tirarem vantagens pessoais. Talvez por isso as leis de anti corrupção nunca avançam e cada vez menos podemos acreditar na justiça que temos e menos esperanças temos no futuro. Vão todos para o raio que os parta.

 
At 1 de fevereiro de 2008 às 21:34, Anonymous I. said...

Parece que há alguma surpresa relativamente à notícia segundo a qual o nosso primeiro se teria limitado a assinar projectos de engenharia civil que lhe eram entregues por pessoas que, tendo-os elaborado, não tinham as competências legais necessárias para os assinar.

Não sei como alguém ainda se surpreende com o carácter prestável do (nos últimos tempos progressivamente rebaptizado - veja-se o exemplo da maioria dos líderes da oposição) Engº Sócrates.

Afinal, ainda há umas semanas o mesmo Sócrates recebeu um tratado todo preparado e também se limitou a colocar-lhe a sua assinatura. Não vejo onde está a estranheza.

 
At 1 de fevereiro de 2008 às 21:36, Anonymous L.B. said...

Na sequência desta notícia acabaram de passar na TVI as casas que são alegadamente da autoria de José Sócrates. É fácil concluir que, a ser verdade, José Sócrates projecta casas como governa o país ou governa o país como projecta casas. Imaginem agora a fronha dos mamarrachos.

 
At 1 de fevereiro de 2008 às 21:37, Anonymous Anónimo said...

Casas mai lindas!

 
At 1 de fevereiro de 2008 às 21:38, Anonymous José said...

José Sócrates já se pronunciou sobre as três páginas do Público, vitimizando-se mais uma vez. Desta vez, não é uma calúnia ignóbil. "É uma pretensa notícia. É basicamente um ataque pessoal e político". Pois, de facto, encómio é que não é. E quanto a ataques pessoais e políticos, ainda no outro dia o vi a regurgitar uns tantos, na casa da Assembleia. Sem espinhas.

Assim, alguém diria mesmo mais e ele disse-o: ´"é um insulto". Isso, agora, é que já não sei bem se será tanto assim.

Tomando nota das fotos do portfolio que segue, e que o Público teve o bom gosto de catalogar, o insulto neste caso, será mais ao bom gosto, à paciência de todos nós que aguentamos as medidas e esperamos pelas Novas Oportunidades, cada vez mais adiadas.

Vindo de um primeiro-ministro, antigo ministro do Ambiente, o mínimo que se pode dizer é que a paisagem urbanística portuguesa, teve sempre os seus defensores de classe alta: a engenharia técnica, neste caso, é um marco na arquitectura que fica bem nos anais daquele estilo que dantes se chamava o da Maison, com janelas tipo fenêtre.

Vendo bem as imagens, isto são obras de deixar um qualquer engenheiro técnico, garboso dos seus projectos. Dignos de se mostrarem a um qualquer engenheiro civil , com curso da UnI. E de fazer embatucar os próprios correligionários...

 
At 1 de fevereiro de 2008 às 21:41, Anonymous L.Carvalho said...

Depois das históricas edições sobre a arquitectura popular portuguesa, porque não uma brochura com a obra dispersa e desconhecida do mestre Sócrates ?
A edição em papel couchet, capa dura, lombada bem definida, seria de luxe. Arranjavam-se uns trutas da arquitectura nacional para prefaciarem: Taveira, Siza, Souto Moura e Teotónio Pereira. Podíamos pôr o Carrilho da Graça para dar um toque irritante.
Fotógrafo tinha de ser obrigatóriamente Nick Knight. Imaginem: grandes fotos feitas em formato quadrado, grandes, com luz a matar e o Pinho a pagar.
Título: A arquitectura na West Cost. Lindo ! Editores se forem a tempo para o Natal temos livro. Espera-se que Helena Roseta como passionária e ex-bastonária dos arquitectos também possa dizer de sua justiça.

 
At 1 de fevereiro de 2008 às 21:44, Anonymous L. said...

apesar dos protestos de virgem ofendida (vamos aguardar para ver se vai pôr um processo ao jornalista) na sua honra, tanto por causa dos "projectos" - de muito duvidosa legalidade - de mamarrachos que contribuiram para a fealdade do rectângulo, como pelas vigarices da licenciatura dominical do "senhor" "engenheiro" ou ainda pelas políticas criminosas de favorecimento de interesses privados é mais do que tempo de derrubar o regime do falso engenheiro.
quanto mais não seja por uma razão de (est)ética.

 
At 1 de fevereiro de 2008 às 22:14, Anonymous L.Carvalho said...

E uma casa portuguesa com certeza e foi "projectada" pelo engenheiro José Sócrates. ( foto do Público)
Aqui se percebe muito da personalidade cultural do primeiro-ministro. Afinal os fatos Afonso Domingues não casam com esta arquitectura e a ex-ministra Isabel Pires de Lima ligava muito mais com esta estética.
Embora o gosto de Sócrates pelos ladrilhos seja evidente e o sentido do primitivo também. Não é Siza mas o mamarracho pintado de branco, sem telhado estava lá quase! Proponho-o já para Prémio Valmor.

Sócrates não é suficientemente artista para ser arquitecto e não é especialmente dotado em inglês técnico para ser engenheiro. Mas parece que afinal foi-o mesmo e reivindica para si a autoria dos mama rachos.

Aliás esta notícia tem dois problemas para ele: se admitir que assinou a obra de outros, é grave. Se disser que aquilo é seu, é vergonha.

A notícia é do jornalista António Cerejo, no Público de hoje:

José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.

O primeiro-ministro diz que assume “a autoria e a responsabilidade de todos os projectos” que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu “sempre nos termos da lei”. Embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas “assinaturas de favor” em projectos de engenharia e arquitectura constituem uma “fraude à lei”, no entendimento do penalista Manuel Costa Andrade, e são unanimemente condenadas pelas organizações profissionais dos engenheiros técnicos e dos engenheiros.

A actividade privada do actual primeiro-ministro como projectista de edifícios era publicamente desconhecida até que, em Junho do ano passado, um antigo presidente da Câmara da Guarda, o também socialista Abílio Curto, a ela se referiu numa entrevista. “Uma vez disse-lhe [a José Sócrates] que ele mandava muitos projectos para a Câmara da Guarda, obras públicas, particulares. (...) O que sei é que nem todos os projectos seriam da autoria dele. Mas isso levar-nos-ia muito longe e também não vale a pena”, afirmou o ex-autarca à Rádio Altitude, pouco depois de ter terminado o cumprimento de uma pena de prisão por corrupção passiva.

O PÚBLICO questionou José Sócrates sobre os factos relatados nestas páginas. Parte das questões não obtiveram resposta.

As perguntas

1 - Quais os municípios, para além do da Guarda, em cujo território o eng. José Sócrates projectou edifícios nas décadas de 80 e 90?

2 – Em que ano é que o eng. José Sócrates deixou a sua actividade privada de projectista?

3 - Quantos projectos de obras particulares foram feitos pelo eng. José Sócrates na área do município da Guarda entre 1980 e 1995?

4 - Quantos projectos de obras públicas foram feitos pelo eng. José Sócrates na área do município da Guarda entre 1980 e 1995?

5 – Os rendimentos auferidos pelo eng. José Sócrates no exercício da sua actividade profissional em regime de profissão liberal foram sempre declarados em sede de imposto sobre o rendimento?

6 – Alguma vez o eng. José Sócrates assinou projectos, memórias descritivas, cálculos de betão ou estimativas de custos de que não fosse de facto o autor?

7 – O eng. José Sócrates alguma vez assinou projectos, memórias descritivas, cálculos de betão, estimativas de custos, declarações de responsabilidade ou termos de responsabilidade relativos a obras projectadas pelos engenheiros Fernando Coutinho Caldeira, António Patrício ou Joaquim Valente?

As respostas

1 – Exerci funções, entre 1981 e 1987, como engenheiro técnico nos quadros da Câmara Municipal da Covilhã. Como é sabido, deixei de prestar serviço efectivo na câmara em 1987, por ter sido eleito deputado à Assembleia da República.

2 – Desde 1980 exerci também funções privadas, em regime de profissão liberal, sendo que assumo, naturalmente, a autoria e responsabilidade de todos os projectos que assinei.

3 – A minha actividade profissional privada desenvolveu-se sempre nos termos da lei e sem qualquer in-

compatibilidade com as funções que exerci na Câmara Municipal da Covilhã. (...). Em todo o caso, a minha actividade profissional privada nunca constituiu segredo e sempre foi do conhecimento das minhas chefias na câmara municipal.

4 – Desde que fui eleito deputado, em 1987, a minha actividade privada tornou-se, naturalmente, muito residual, resumindo-se à intervenção pontual em pequenos projectos a pedido de amigos, sem remuneração.

José Sócrates, primeiro-ministro

Gabinete de Sócrates diz que não é verdade.

 
At 2 de fevereiro de 2008 às 01:51, Anonymous Anónimo said...

Declarou no IRS ?

 
At 2 de fevereiro de 2008 às 16:30, Anonymous F.T. said...

Ora, o Público foi vasculhar nos arquivos da Câmara Municipal da Guarda e descobriu algumas pérolas de engenharia assinadas pelo nosso engenheiro mais famoso, numa fase da sua carreira desconhecida da grande maioria de todos nós porque, por modéstia, não foram incluídas no seu curriculum oficial. Entre elas estão algumas peças manuscritas em que se reconhece a caligrafia do seu ex-colega, Fernando Caldeira, não apenas nas memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, como também nos autos das vistorias realizadas no fim das obras. Entre ambas, a assinatura de José Sócrates, sugerindo um trabalho de equipa bem sincronizado. Houve quem não o interpretasse dessa forma e, por isso, Sócrates, ofendido, foi obrigado a reagir através do seu gabinete: “o primeiro-ministro assume a autoria e a responsabilidade de todos os projectos que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu sempre nos termos da lei.”

Mas então como explicar que a caligrafia que aparece nos projectos não seja a de Sócrates? Só há uma explicação possível: Sócrates ditava o que Caldeira escrevia. Assim conseguiam trabalhar mais depressa, o que também explica que fossem rapidamente aprovados, apesar dos reparos e observações críticas dos arquitectos da repartição técnica da Câmara da Guarda e até dos pareceres contrários da administração central, certamente por temerem o pior quanto aos efeitos de um ritmo de trabalho que se sugeria tão acelerado sobre a saúde das duas jovens promessas da engenharia nacional. Sosseguem eles também, agora que sabem que o amigo Caldeira escrevia aquilo que lhe ditava o ditador que assinava.

 
At 2 de fevereiro de 2008 às 16:35, Anonymous Arrebenta said...

A grande notícia, todavia, é a investigação de António Cerejo, no "Público", já antes insultado pelo Vigarista de Vilar de Maçada, onde o (ainda) Primeiro-Ministro de Portugal é apresentado numa sua faceta íntima, do meu ponto de vista mesmo, algo, sei lá... carinhosa, e mergulhada em afecto, a do José Sócrates, humilde assinante dos termos de responsabilidade e da autoria de projectos, não dele, mas que permitiram que muitos emigrantes realizassem a pequena habitação dos seus sonhos, a clássica casa-de-banho de azulejos virados para fora, geneticamente modificada com réplicas do Castelo de Guimarães

O texto é explosivo: “Havia aí um grupo de técnicos da câmara que açambarcava uma boa parte dos projectos de casas dos emigrantes. Como não podiam assinar punham o Sócrates a fazê-lo, porque ele era da Covilhã e não tinha esse problema” de impedimento legal."

Há, na Casa do Emigrante, toda uma poética e uma exuberância estética que nos levariam muito para além deste texto: importante foi saber -- e isso ainda não sabíamos -- que havia uma mão de ferro, por detrás do cálculo de estabilidade e da estrutura de tais obras-primas. Essa mão, premonitória, como nos revela a investigação de José António Cerejo, já era a de Sócrates.

Estatisticamente, Cerejo -- parabéns!... -- deu-se ao trabalho de fazer uma amostragem, e de verificar que, dos 4000 projectos submetidos à autarquia, entre 1980 e 1991, numa amostragem aleatório de 1000, 27 eram assinados por Sócrates, o "Engenheiro", ou seja, 2,7%, ou, ainda, mais precisamente, como o faria Vítor Constâncio, 2,70%, mais centésima, menos centésima.
Tudo obra fina, "ampliações e anexos mas também dois edifícios de habitação colectiva." Imagino...

O Sr. Primeiro-Ministro, e isto não é novidade para ninguém, precisa urgentemente de ser remodelado, e tem de haver quem lho diga, cara a cara.

Na Blogosfera, recomeço hoje.

Como de costume, nos meus vícios de intelectual, já introduzi o novo dado na "Wikipédia", e passo a citar: "Carreira profissional na área da Engenharia" --Durante a década de 80, José Sócrates especializou-se na execução de diversos projectos de âmbito privado, nomeadamente habitações-base de emigrantes, na zona da Covilhã", e, com isto, tenho um dedinho que diz que se anuncia aí já uma nova guerra, como as do ano transacto, porque não acredito que o "centro governamental de comando e controlo dos media" deixe passar a coisa em claro: é só deixá-los patinar outra vez, porem os Brasileiros a enfurecerem-se com a pouca-vergonha deste desgraçado país, e a coisa vai tornar-se meteórica. Oremos.

Por fim, percebi a história do terrível alerta de atentados terroristas. César das Neves trata a coisa magistralmente, num daqueles jornais, o "Destak", que vão ficando nos bancos dos comboios e do metro: "divulgar notícias sobre ameaças terroristas, não só não presta para nada, não só prejudica o trabalho das polícias, mas faz literalmente o trabalho dos terroristas. Pôr toda uma população a olhar por cima do ombro e a vasculhar o lixo é o maior triunfo que os assassinos podem ter. Porque o negócio do terrorismo não é a destruição mas o terror."

O negócio do terror é o negócio de Sócrates: a sua má consciência contra as escassas camadas de licenciados, em Portugal, regeu-se sempre pela sua própria má-consciência, relativamente ao seu percurso académico, ou, por palavras outras, Sócrates nunca suportou que houvesse licenciaturas "limpas", e médicos, advogados e professores sentiram-no bem na pele, de acordo com a psique estruturalmente sado-masoquista do autócrata de Portugal. Quanto aos presumíveis atentados, suponho que as Secretas tenham chegado ao mesmo dado que eu: tratava-se de fazer colidir uma avioneta de combate de incêndios com o Mamarracho da Covilhã, a obra-prima do Pai de Sócrates.


Felizmente o serviço de Protecção Civil agiu a tempo, e, do Mamarracho foram evacuadas duas famílias de imigrantes ilegais brasileiros, uma senhora acamada, e um par de toxico-dependentes, que davam a seringada do dia, nas caves do edifício. Assim se salvou a Pátria e se cumpriu Portugal

 
At 3 de fevereiro de 2008 às 13:48, Anonymous L.Carvalho said...

O Presidente Cavaco veio hoje no meio de umas tacadas de golfe aconselhar calma na confraria. Os chamados golpes baixos a Sócrates ( palavras minhas) deviam ser suspensos na época do Carnaval. Não sei porquê. Se é entrudo ninguém leva a mal e os casos que têm trazido Sócrates para a ribalta até são divertidos, giros, aliás dignos de um bom corso carnavalesco.

Sabemos como a palavra Carnaval faz estremecer o nosso Presidente. Foi nesta quadra de graçolas que ele perdeu o estado de graça quando era primeiro-ministro minoritário, como Sácrates, e a primeira vez é sempre dolorosa e traumatizante.
Se já havia sintonia no topo da governação nacional passou a haver agora ainda mais cumplicidade entre S. Bento e Belém.

Entre os mama-rachos de Sócrates ( cuja autoria ele faz questão de reivindicar, de ser o pai biológico e afectivo)) e a marquise de alumínio anodizado da Travessa do Possolo, que se tornou um ícone do cavaquismo, não há uma grande divergência de estilo arquitetónico.

Pelo contrário há uma estética que nós portugueses andamos a gramar desde os anos sessenta, quando o país se descaracterizou entre casas de emigrantes ( 0nde a obra do engenheiro Sócrates se inspira numa assumida homenagem ao provincianismo) e os clandestinos suburbanos das Brandoas desta vidinha, onde as varandas fechadas a caixilhos de alumínio ( bem evidentes no Possololo) são uma cartilha de estilo.

Sócrates acha que é perseguido pelo António Cerejo do Público. O João Soares tinha a mesma mania. E até tinha razão: pode dizer-se que foi o Público aliado a Vasco Lourenço que tornaram inviável o Joãozinho nos Paços do Conçelho. Sócrates que se cuide.

Quanto às 23 maravilhas de Sócrates há sempre um Projecto Pólis que espera por si. Pólis de polimento, dar brilho, dar graxa, pôr a coisa catita !!... Sócrates: é fazer revisão da matéria dada na UNI e toca a projectar. Pode ser em português técnico para não atrapalhar.

 

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