quinta-feira, 12 de junho de 2008

BASTA UMA FAGULHA...

E, de repente, quando se esperava que a euforia futebolística e o calor estival fossem o analgésico da crise, tornou-se ainda mais evidente que as dificuldades económicas das famílias são imensas; o descontentamento é geral e está profundamente enraizado; as instituições estão desacreditadas; basta uma simples fagulha para incendiar a pradaria...
Nesta conjuntura não é recomendável brincar com fogo nem com combustíveis.

M.

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3 Comments:

At 13 de junho de 2008 às 00:07, Anonymous L. Carvalho said...

Allô ! Allô! Existe ainda governo em Portugal ? Ou José Sócrates já esta a seguir as pisadas de Durão e do Scolari ? Pensará ir governar para a Guiné-Bissau onde também há crise de gasóleo ?
Que dizer perante este silêncio do governo ? O governo que gasta milhões em marketing, em imagem, e que usa da coacção quando se trata de funcionários públicos e professores, estará agora com miaúfa dos camionistas ? A polícia, a GNR não têm meios para assegurar os serviços minímos e permitir que aqueles que não querem fazer greve possam trabalhar ? Ou Sócrates está a fazer de morto, a ver se a coisa passa e possa partir para a época do futebol, do sol e das pontes ? Vejam-se as imagens de hoje em Espanha: porrada da grande em cima dos que provocam distúrbios, cortam estradas e não cumprem a lei da greve.

O país está em clima de pré-guerra civil e ninguém vem falar ao país, dar uma explicação, traçar uma estratégia ? Inacreditável esta forma de fazer política.
Não há gasolina ? que andem de bicicleta. Levem os filhos a pé à escola e na falta de bens essenciais para a alimentação...inventem. Entretanto há ataques a propriedades privadas, destruição de bens, coacção fisíca e não há polícia na pátria.

Sócrates lida mal com a contestação e aquela ideia inicial de mandato, da coragem, da teimosia e da determinação, não passou de bluff, deuma ideia vendida por uma oculta agência de comunicação. Na hora da verdade Sócrates faz de morto, um pouco como o seu alter ego Cavaco Silva: faz de mouco e vai dando uma dentadas no bolo-rei.

 
At 13 de junho de 2008 às 00:09, Anonymous J.G. said...

Pela boca de Sócrates, no Parlamento, ficámos a saber o que é um governo "responsável" que manda num "Estado vulnerável". Segundo ele, é o governo que "negoceia", o que está "quase" a mostrar o que é a "autoridade" e que "sentiu" a vulnerabilidade do Estado. Ora acontece que, até ao momento, cada vez que o governo "negoceia" e "quase" que mostra a sua "autoridade", a outra parte ganha. Tudo. Como o governo, nos termos da constituição, é o máximo representante da administração pública, isto é, do Estado, vulnerável ou não, o Estado perde. Quando o Estado perde, das duas uma: ou corta na despesa ou aumenta a receita. O governo "responsável" da "esquerda moderna" é, pois, aquele que coloca sempre o contribuinte, de cócoras, a servir de mesa de negociações.

 
At 13 de junho de 2008 às 00:18, Anonymous F.T. said...

A paralisação dos camionistas que bloqueou o País nos últimos dias, foi finalmente suspensa esta madrugada. Para além dos efeitos sentidos no abastecimento de certos bens alimentares, de produção e combustíveis, fez ainda sobressair:
1. A inabilidade do governo. José Sócrates começou por ignorar a contenda e deslocou-se para fora do País como se nada de anormal estivesse a acontecer. Prosseguiu, com as negociações a desenrolarem-se entre o governo e a ANTRAM, ignorando que aquela associação se havia demarcado da forma de luta adoptada e, ao fazê-lo, perdeu a representatividade da classe. A paralisação terminou mas o descontentamento mantém-se, o que deixa adivinhar novos desenvolvimentos num futuro próximo.
2. A descoincidência entre representantes e representado focado no ponto anterior terá como consequência a constituição de uma nova associação criada para representar aqueles que não se reviram nas posições assumidas pela ANTRAM. No meio laboral onde actualmente se discute a proposta do governo para o novo código do trabalho, vive-se problema semelhante. Também aqui é mais que previsível que os dirigentes da UGT assinem o acordo, embora não seja essa a expressão da vontade daqueles a quem representam.
3. Continua o mistério da formação do preço dos combustíveis em Portugal. Graças à paralisação dos últimos 3 dias os combustíveis, ao não serem distribuídos, ficaram em stock. Não obstante e apesar do combustível consumido hoje poder ter sido consumido há 1 ou 2 dias, o preço subiu. E o combustível é o mesmo.
4. A incoerência na argumentação do governo. O argumento utilizado para a não criação do gasóleo profissional foi a da restrição orçamental e o dos efeitos que a redução do imposto sobre os combustíveis para o sector teria sobre o défice. A mesma argumentação cai por terra na compensação que o governo se dispõe a financiar no valor das portagens na sequência de uma decisão desfavorável do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. O orçamento é mesmo.

 

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