PONTE DO SOR
PONTE DO SOR, UM ESPAÇO DE LIBERDADE BANHADO PELO RIO SOR
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
domingo, 24 de novembro de 2013
NEGÓCIO DA FOME...
Aparentes ações de grande solidariedade, as campanhas de recolha de
alimentos para carenciados constituem, isso sim, agressivas operações
comerciais.
Quem acaba por mais lucrar são supermercados e
hipermercados, que veem as suas vendas aumentar.
A seguir vem o estado,
pois este acréscimo de consumo representa também aumento na coleta de
impostos.
E os pobres dos pobres que justificam as campanhas são,
afinal, os menos beneficiados.
Em dias de recolha
de alimentos, as grandes superfícies aumentam consideravelmente as suas
vendas, sem sequer necessitarem de promoções ou até de qualquer trabalho
de marketing suplementar.
As administrações do Pingo Doce e do
Continente, que no seu conjunto detêm cerca de 90% do mercado de
distribuição, devem rejubilar com esta campanha comercial, disfarçada de
ação solidária.
Ano após ano, os Bancos Alimentares contribuem para o
acréscimo da sua faturação em dezenas de milhões de euros.
Parte
significativa deste montante engorda os lucros das empresas de
distribuição.
E não só. Também o estado tira
proveito deste acréscimo de consumo, pela via do IVA que é cobrado, em
muitos dos produtos a 23%, o que representa também milhões de euros.
Assim,
os voluntários da Cruz Vermelha que participam na ‘Operação Sorriso'
cumprem a função (involuntária) de promotores de vendas do Continente.
Os milhares de jovens que colaboram com o Banco Alimentar julgam estar a
ajudar as famílias portuguesas, mas as famílias que mais beneficiam das
campanhas de recolha de alimentos são as de Belmiro de Azevedo e de
Soares dos Santos.
A maior parte da ajuda fica
pelo caminho, chegando às centenas de milhares de necessitados apenas
uma reduzida percentagem do generoso esforço financeiro dos portugueses.
E está mal aproveitado o trabalho abnegado de milhares de voluntários
bem-intencionados que são usados, sem disso se aperceberem, como peças
de uma máquina comercial.
Para que as operações de oferta de alimentos
aos mais carenciados sejam eficazes, há que encontrar esquemas
alternativos de distribuição direta dos recursos.
A atividade solidária
não necessita de ser taxada com IVA nem de intermediários que retêm a
maioria do valor dos donativos, como é o caso dos hipermercados.
Paulo Morais
Etiquetas: Banco Alimentar, Cruz Vermelha, Hipermercados, IVA, Pobres, Portugal Um País Governado Por Filhos da Grande Puta
quinta-feira, 28 de março de 2013
P...?
A R... República da P... está mergulhada na indecisão e no impasse:
- O Governo não sabe se se remodele, se demita ou se dissolva;
- O chefe de Estado não sabe se deve mudar de moscas mantendo o resto na mesma;
- A oposição não sabe se espere ou se avance;
- As Forças Armadas marcam passo;
- Os Serviços Secretos vão tirando fotocópias;
- As chancelarias não sabem que ideias sobre o País devem passar lá parta fora;
- Os empresários não investem;
- Os trabalhadores não trabalham;
- O PIB, a natalidade, o poder de compra descem, o desemprego, as insolvências, a recessão, a dívida, o défice disparam;
- A classe política pensa.
Todos fingem não perceber.
Mas o Governo já caiu, só que não tomou oficialmente conhecimento.
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