AO ESTADO A QUE O NOSSO PORTUGAL CHEGOU
O país assiste à sucessão de crimes violentos associados aos negócios da noite como se visse um filme. E como matadores e vítimas alternam nos papéis e são reais, melhor é o filme.
A mais recente das vítimas das noites estava em liberdade condicional na sequência de várias condenações por ofensas qualificadas e agravadas à integridade física, incluindo a morte de um homem, detenção de armas proibidas, coacção, injúrias e ameaças. Recentemente foi apontado como suspeito dos disparos que vitimaram outra das vítimas das noites. Com todo este cadastro exercia a função de segurança privado, o que só por si comprova que a situação da segurança nas noites do Porto está fora de controlo.
O JN escrevia ontem que perante a quase total ineficácia da actuação policial, as noites estão entregues aos seguranças privados, por demissão do Estado, desde 1999. Acresce que, ao contrário do que lhe compete e como se vê, o Estado não controla sequer o exercício da segurança privada nem quem a executa. A lei não permite que cadastrados exerçam tais funções nem que qualquer segurança ande armado. Como se vê pelo desenrolar do filme, a segurança está em parte considerável nas mãos de marginais armados de metralhadoras e, se necessário, com acesso a tecnologia militar no domínio dos explosivos. Só falta saber que a autoridade não se exerce por questões de cumplicidade.
Perante este cenário de terror o Estado limita-se a fazer solenes e caricatas declarações de que tem tudo sob controlo. E em coro com o Estado a sociedade vai reclamando mais câmaras de videovigilância. Muita gente deve ter esperança que com câmaras de vídeo por todo o lado ainda possa vir a assistir aos crimes em directo.
João P. Guerra
A mais recente das vítimas das noites estava em liberdade condicional na sequência de várias condenações por ofensas qualificadas e agravadas à integridade física, incluindo a morte de um homem, detenção de armas proibidas, coacção, injúrias e ameaças. Recentemente foi apontado como suspeito dos disparos que vitimaram outra das vítimas das noites. Com todo este cadastro exercia a função de segurança privado, o que só por si comprova que a situação da segurança nas noites do Porto está fora de controlo.
O JN escrevia ontem que perante a quase total ineficácia da actuação policial, as noites estão entregues aos seguranças privados, por demissão do Estado, desde 1999. Acresce que, ao contrário do que lhe compete e como se vê, o Estado não controla sequer o exercício da segurança privada nem quem a executa. A lei não permite que cadastrados exerçam tais funções nem que qualquer segurança ande armado. Como se vê pelo desenrolar do filme, a segurança está em parte considerável nas mãos de marginais armados de metralhadoras e, se necessário, com acesso a tecnologia militar no domínio dos explosivos. Só falta saber que a autoridade não se exerce por questões de cumplicidade.
Perante este cenário de terror o Estado limita-se a fazer solenes e caricatas declarações de que tem tudo sob controlo. E em coro com o Estado a sociedade vai reclamando mais câmaras de videovigilância. Muita gente deve ter esperança que com câmaras de vídeo por todo o lado ainda possa vir a assistir aos crimes em directo.
João P. Guerra
Etiquetas: Criminalidade, Justiça, Violência



