segunda-feira, 31 de março de 2008

RESPOSTA AO FISCO QUE ME ESCREVEU HOJE, DEPOIS DE EU TER CASADO NO SÁBADO!



Senhor engenheiro Ministro das Finanças da Repartição de Finanças de Ponte de Sôr,
Excelência:

Quim Xico & Soraia Vanessa vêm por este meio bufar junto de Vossa Excelência os gastos que fizeram anteontem, derivado ao matrimónio que contraíram, aqui, naquela Igreja - fábrica da Igreja Matriz - a que tem a cruz fluorescente em roxo, não sei se está a ver, é aquilo que parece a oficina do Chinas, mas em branco e amarela e sem pneus pendurados.
Prontos.

Então é assim, tivemos que dar uma data de dinheiro ao senhor padre, mas ele não passou recibo, pelo que achamos que é de prendê-lo e mandar vir outro.

Ao registo da conservatória, o civil, sem ser pela igreja, esse também pagámos bué, mas esses Vossa Excelência já deve estar a mancar e sobre olho, derivado a serem da família, salvo seja, de Vossa Excelência.

Passamos então ao chamado vestido de noiva, o qual foi oferecido por uma senhora chamada Dona Gertrudes que criou a minha esposa desde pequena, isto agora sou eu a escrever, o Quim Xico, porque a Soraia foi à bica à Dona Gertrudes, derivado a que a mãe dela teve de ir bulir para Paris da França e deve ter-se casado por lá, mas ninguém tem a certeza, derivado ao que não podemos, portanto, bufar junto de Vossa Excelência quanto é que custou o casório dela, se é que se casou mesmo, se não bufávamos e Vossa Excelência até era homem para nos fazer um desconto no IRS que eu sei que você era.

O dito vestido de noiva era daquela loja que vende vestidos de noiva, ali ao pé da fábrica e custou 19 euros, há quem ache caro à vista, mas até foi barato, a Dona Gertrudes diz que estava em saldos e aproveitou.
Como é quase de Verão, deve acrescentar-se ao preço do vestido uma embalagem de parasitamor, que foi para a carraspana, genéricos, adquiridos na Farmácia da Dra. ... (ficou de venda suspensa, por isso não tenho aqui a factura nem o número de contribuinte da Dra. ..., senão juro que lhe mandava, até porque essa senhora deve estar cheia à custa do dinheirão que leva em preservativos e outros géneros de primeira necessidade, mas prontos, Vossa Excelência, de gatunos deve saber tudo).

Eu levei um fato do Manecas, que é central do Puto Gatuno e mais ou menos do meu tamanho (n/c 128 396 288).
Ele não me levou nada pelo fato, porque em pequenos andámos sempre à calhoada ente o Alabaixo e o Puto Gatuno, só tive que o mandar limpar na Tinturaria ..., mas foi a minha esposa que o mandou e ela, como disse, foi à Dona Gertrudes, por isso não tenho aqui a facturazinha, mas acho que é três euros, não sei é se é por peça ou todo.

Quanto ao copo de água, foi servido na já referida Dona Gertrudes e pago pelo meu padrinho, o Toni (n/c 277 266 109), que me disse que foi um bocado caro, mas não dizia quanto, porque não se diz.
Mas é perguntar lá que a Dona Gertrudes faz-lhe a conta.

Éramos cinco homens, à média de umas quatro bujecas cada um e seis senhoras, incluindo a minha, que beberam três um compal laite, uma mini e duas só quiseram água, que foi uma seca prós brindes, derivado a que não se fazem saúdes com água.
Quatro sandes de fiambre, duas de torresmos e um bolicau prá Sandrinha que levou as alianças, as cujas eram e voltaram a ser hoje do meu pai e da minha mãe.


A noite de núpcias não teve gastos, já íamos aviados.

Espero que Vossa Excelência fique satisfeito e que não me venha cá com coimas, porque neste preciso momento a Soraia já chegou e tenho de parar de escrever.

Vossa Excelência sabe como é a vida de casado, se é que tem mulher que lhe pegue e interesse nelas (isto é eu na reinação, não leve a mal).

Pede deferimento,
Quim Xico e Soraia Vanessa.

PS: O requerimento vai a vermelho porque cá em casa não havia uma Bic de outra cor, pode Vossa Excelência ficar descansado, que eu não o quero mandar à merda, para isso escrevia a cor-de-rosa.

(recebido por e-mail)

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

UM SABER DE EXPERIÊNCIA FEITO


Se José Sócrates se fartou de fazer projectos de borla para amigos e conhecidos, por que razão duvida agora tanto dos advogados, economistas, professores, médicos, enfermeiros, engenheiros, mecânicos, electricistas, etc. que prestam, gratuitamente, os mais diversos serviços aos seus amigos, familiares e conhecidos? Ou será que José Sócrates sabe, por experiência própria, que essa desculpa não é verdadeira?

REXISTIR

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