domingo, 14 de dezembro de 2008

FLUVIÁRIO DE MORA O MELHOR MUSEU PORTUGUÊS DE 2008

Prémio Melhor Museu Português de 2008

Associação Portuguesa de Museologia escolhe Fluviário



O Fluviário de Mora foi considerado pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) o Melhor Museu Português 2008, recebendo a Menção Honrosa os Museus de Arte Contemporânea de Elvas e Arqueológico do Fundão.

Estes prémios distinguem anualmente ainda, a Melhor Exposição, o Melhor Catálogo e o Melhor Serviço de Extensão Cultural.

O Prémio Melhor Exposição foi entregue ao Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, pelo conjunto de exposições apresentadas.

Os museus do Neo-Realismo, em Vila França de Xira, Marítimo de Ílhavo (Aveiro), bem como o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian pelo catálogo da exposição sobre Amadeo de Souza-Cardoso e a Divisão de Publicações da Assembleia da República pelo catálogo da exposição dos tratados internacionais, partilham o Prémio Melhor Catálogo.

Os museus das Comunicações e da Colecção Berardo, ambos em Lisboa, recebem o Prémio Melhor Serviço de Extensão Cultural.

Bianualmente é atribuído o Prémio para o Melhor Trabalho de Museologia que foi entregue, este ano, a Marta Rocha Moreira da Faculdade de Arquitectura do Porto pela sua tese Da casa ao museu, sobre os projectos casa-museu.

A museóloga e historiadora de arte Adília Alarcão receberá o Prémio Carreira.

Este ano, a Associação distinguiu também um trabalho jornalístico sobre museus, tendo o galardão sido entregue aos jornais Diário de Notícias do Funchal e Público.

O Prémio Melhor Site coube ao Museu da Polícia Judiciária, pelo projecto SOS Azulejo.

A Associação Portuguesa de Museologia tem como objectivo, entre outros, promover o conhecimento da museologia e dos domínios científicos e técnicos que a informam, segundo nota daquela instituição.

A Associação promove várias reuniões de técnivos e profissionais de Museus e visitas de estudo, conferências, exposições e publicações.

Realçar a importância do papel desempenhado pelos museus e pela profissão museológica em cada comunidade e entre povos e culturas, é outro dos objectivos da Associação.

No ano passado, o Prémio para Melhor Museu Português foi partilhado pelos museus municipais de Faro e Coruche.

Os Prémios da Associação Portuguesa de Museologia têm apenas um valor simbólico e não pecuniário.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O GOVERNO ESTÁ A CRIAR UM DESERTO...

O Governo está a criar um deserto e chama-lhe paz.
Para a ministra Isabel Pires de Lima paz é mais do que isso: é o auto-da-fé dos que ousam pensar.
Para ela há uma verdade: o pensamento único.
O seu.
Ou o do pastor que a contratou para ser a guardiã de almas.

O afastamento de Dalila Rodrigues do Museu Nacional de Arte Antiga é o simplex da política da ministra Pires de Lima.
Um bolchevismo cultural onde só há um pensamento (o da elite do Governo) e onde é mais importante ser seguidista do que inovador.
Dalila Rodrigues dizia coisas que a ministra não gostava de ouvir?
Dizia.
Mas que se pode esperar de quem gere um museu (ou um teatro) onde se têm de debater ideias, fórmulas de financiamento ou formas de atrair público?
A cultura não é uma empresa pública de minas ou de portos.
Há afastamentos que são defensáveis.
Neste caso é um verdadeiro atentado à inteligência nacional.
É com gestos destes que se quer atrair massa crítica para o país?
Dalila Rodrigues fez do Museu, contra todos os poderes burocráticos estabelecidos, um exemplo de gestão: fez renascer um local moribundo, no ano passado os visitantes aumentaram mais de 80%, trouxe a Portugal a inexcedível colecção Rau, teve menos fundos estatais mas conseguiu criar ligações fortes ao mecenato.
Qual foi a sua culpa?
Incompetência?
Não: a discordância com o modelo de gestão.
Como antes Pinamonti, no São Carlos, Dalila Rodrigues é mais uma vítima da paz de Isabel Pires de Lima.
Para quem paz é o silêncio dos inocentes que não pensam.


F.S.

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