terça-feira, 15 de janeiro de 2008

MAIS VIGARICES DE CARLOS SARAIVA...

A Câmara de Lisboa já

tinha embargado as obras

do futuro hotel

em Dezembro de 2002.


O projecto de alteração e ampliação do palácio estava em apreciação na Câmara e no Ippar, depois de uma anterior versão ter sido chumbada por este instituto, mas a autarquia já tinha autorizado a construção do estacionamento subterrâneo que agora está pronto e vai servir o hotel.
O motivo do embargo então proferido pela vereadora Eduarda Napoleão foi a demolição das escadarias e colunas de pedras existentes nas traseiras do palácio, efectuada a pretexto da escavação do parque de estacionamento.

O objectivo foi dar um sinal e impedir que o edifício seja tocado antes de as obras serem licenciadas, afirmou nessa altura um porta-voz de Eduarda Napoleão.
Afinal, o sinal não serviu de nada e os serviços que detectaram a demolição ilegal da escadaria nada mais viram nos cinco anos que passaram desde então.
O projecto de transformação da Casa dos Governadores da Torre de Belém, um imóvel em vias de classificação onde o rei D. Luís chegou a viver em 1862, começou por prever a substituição de um anexo existente do lado da Universidade Moderna por um edifício de cinco pisos, mas o Ippar opôs--se a essa solução ainda no tempo em que Margarida Magalhães, actual administradora do Grupo Carlos Saraiva, era vereadora do Urbanismo.
A versão que acabou por ser aprovada prevê a manutenção de parte desse anexo do século XIX e a construção de um corpo de quatro pisos na parte restante.
Mais polémica do que a construção do hotel neste palácio foi a aprovação, em condições nunca esclarecidas, do seu parque de estacionamento, ainda no tempo de João Soares e do vereador do Trânsito Machado Rodrigues, em terrenos que Soares tinha cedido verbalmente à Universidade Moderna.


José António Cerejo
Público
15 de Janeiro de 2008

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MAIS VIGARICES DE CARLOS SARAIVA COMO EM PONTE DE SOR, ALBUFEIRA, FUNCHAL, GAIA, RÉGUA, - AGORA É TAMBÉM EM LISBOA-

Hotel de luxo embargado

por falta de

licença de construção


Estão embargadas pela Câmara de Municipal de Lisboa há cerca de um mês as obras destinadas a reconverter um palácio do século XVII, em Belém, num hotel de cinco estrelas.



O dono da obra, o empresário de hotelaria Carlos Saraiva, garante que só avançou com os trabalhos sem ter a necessária licença por estar à espera dela há quatro anos, altura em que os serviços municipais terão aprovado os projectos de arquitectura e de especialidades.
Esperamos que a câmara tenha capacidade de assumir as suas responsabilidades e licenciar rapidamente as obras já efectuadas, afirmou ontem Carlos Saraiva, assegurando que elas cumprem à risca os projectos aprovados
.
A única licença até agora emitida para o palacete que durante séculos serviu de residência aos governadores da Torre de Belém, no Largo da Princesa, junto à Universidade Moderna, diz respeito a trabalhos preliminares, nomeadamente escavação.
Na realidade, a obra destinada a instalar ali os 63 quartos do Palace Belém Hotel, que tem data de abertura prevista para 2009, já se encontra numa fase bastante avançada, com a estrutura metálica da cobertura montada.
O empresário diz que, quando comprou o edifício, há oito anos, o então proprietário se preparava para demolir algumas das suas componentes do século XVII.

Já durante as obras de ampliação e adaptação do palácio, os arqueólogos contratados para acompanhar os trabalhos encontraram importantes vestígios romanos no local, parte dos quais acabaram por ser integrados no projecto da unidade hoteleira.
Tem sido uma obra caríssima e difícil, do ponto de vista técnico. A câmara tinha de levar o projecto que aprovou a reunião do executivo para depois emitir a respectiva licença de construção. Nunca o fez até hoje, observa Carlos Saraiva.
Quando era presidente do município Carmona Rodrigues esteve para o fazer, mas depois decidiu que aquele não era o dia certo. Tivemos de ir continuando a dar corpo às estruturas de betão armado, justifica.
O embargo terá ocorrido depois de uma notícia do Semanário Económico no final de Novembro, dando conta da ilegalidade da obra.

Tive uma reunião com o Igespar [Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico], que não consegue perceber o embargo e está preocupado com a situação, relata Carlos Saraiva.
Há tectos do século XVII expostos à chuva e não podemos fazer nada, devido à ordem de paragem dos trabalhos.
O empresário - que se queixa de um ambiente hostil em Portugal - não consegue explicar por que motivo não recorreu aos tribunais, para que estes obrigassem a câmara a emitir a licença, uma vez que os projectos estavam aprovados.

Das suas palavras depreende-se que a morosidade da justiça terá pesado nessa decisão, e também as promessas diárias dos serviços da autarquia de que o problema estava quase a resolver-se.
Pedi uma audiência ao presidente da câmara e ao vereador do Urbanismo no dia a seguir à sua tomada de posse e já lhe escrevi mais três ou quatro cartas. Mas ainda não fui recebido, prossegue Carlos Saraiva.
Com quatro hotéis em funcionamento no continente e na Madeira e planos para construir mais onze mil camas até 2010, entre hotelaria e turismo residencial, o Grupo Carlos Saraiva quer recuperar um antigo palacete no Bairro Alto, junto ao Elevador da Glória, para ali instalar uma unidade de luxo de 65 quartos.

O barulho das noites agitadas do bairro não incomodará os hóspedes, uma vez que o edifício será dotado de janelas e paredes duplas, explica o empresário.
Ainda sem as necessárias autorizações para começar a ser feito, o Palace Glória Hotel tem abertura prevista para 2010.

Antes disso, em 2009, o grupo deverá inaugurar o Vintage Lisboa Hotel, entre a Rua de Barata Salgueiro e a Rua do Salitre.


Entre os seus administradores figuram a antiga vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa Margarida Magalhães
e o ex-chefe de gabinete de João Soares na autarquia, Tomás Vasques.

Ana Henriques
Público
15.Janeiro.2008

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

COMO EM PONTE DE SOR, ALBUFEIRA, FUNCHAL, GAIA, RÉGUA, AGORA É TAMBÉM EM LISBOA

Carlos Saraiva

constrói ilegalmente

hotel do Governador

em Belém/Lisboa



Semanário Económico
Nº 1090,
30 de Novembro de 2007,

página 28

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C.M.

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terça-feira, 11 de setembro de 2007

EU GOSTAVA MUITO DE SER AMIGO DO SR. CARLOS SARAIVA

Na semana passada dei por mim a suspirar: "Meu Deus, como seria bom eu ter o sr. Carlos Saraiva como amigo." Quando se tem gente do peito como esta, a vida torna-se mais suportável e passamos a acreditar que ainda há esperança para a humanidade. Como? O caro leitor está a perguntar quem é o sr. Carlos Saraiva? Ó caro leitor, que desatento tem andado - nomes com este arcaboiço convém fixar, porque não cruzam as notícias todos os dias. Pois bem: o sr. Carlos Saraiva é o amigo do sr. Luís Filipe Menezes. Um daqueles amigos como já não se fazem, que lhe emprestou um avião a jacto para andar a viajar nos Açores de ilha em ilha, por pura, simples, cristalina, impoluta e desinteressada amizade. Um homem quase santo, diria eu, já com os dedinhos do pé direito a pisarem a parte debaixo do altar.

A história, que poderia muito bem ser uma passagem da Bíblia, é esta: o sr. Luís Filipe Menezes estava a precisar de ir pregar a sua palavra pelos Açores e angariar almas, por causa das eleições no PSD. Vai daí, o sr. Carlos Saraiva terá dito: "é boa, vê lá tu que eu também estava a precisar de ir lá em negócios. Não queres que te dê boleia no meu avião?" O sr. Luís Filipe Menezes, rendido à amizade, aceitou de imediato, até porque, segundo disse à imprensa, não tem "nada para dar em troca". Mas pensam que o sr. Carlos Saraiva se ficou por aqui? Nada disso. Ninguém consegue estancar um coração que bomba bondade . Entretanto, a filha do sr. Carlos Saraiva ficou doente, e ele podia ter largado tudo para a auxiliar - mas não deixou pendurado o seu amigo. No meio das noites passadas à cabeceira da filha, o sr. Carlos Saraiva ainda teve forças para dizer: "Menezes, amigo, toma as chaves do meu avião e leva-o tu para os Açores, que eu pago o piloto e o combustível. São só 150 contos à hora." Diga-me quem souber onde é que se encontram homens destes? E mais acrescentou: se amanhã um amigo seu precisar, ele terá todo o prazer em confortá-lo com o seu jacto particular.

É verdade que algumas más línguas vieram para os jornais insinuar que o sr. Carlos Saraiva, dono do grupo hoteleiro CS (CS de Casa Santa, suponho), tinha interesses em Gaia, só porque quer lá construir um condomínio e um hotel no valor de 55 milhões de euros. Mas não é nada assim. Como o sr. Luís Filipe Menezes explicou, não há nenhum pedido de licenciamento na câmara. O que há é um pedido de autorização no Ippar, que ainda não foi despachado. E só depois é que o pedido de licenciamento chega à câmara. Estão a ver? É que faz toda a diferença. Raio de País este, que vê tanta maldade na boca de gente tão boa.

João Miguel Tavares






jornalista
Diário de Notícias
11 de Setembro de 2007

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COMO EM PONTE DE SOR, ALBUFEIRA, LISBOA, RÉGUA, GAIA, AGORA É TAMBÉM NO FUNCHAL


Público
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C.M.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

COMO EM PONTE DE SOR AGORA É EM GAIA [ III]

AS LIGAÇÕES MUITO MAFIOSAS

DE CARLOS SARAIVA

AOS

AUTARCAS DE


PONTE DE SOR - TAVEIRA PINTO

E DE

GAIA - LUÍS FILIPE MENESES



Público
7 de Setembro de 2007
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C.M.

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COMO EM PONTE DE SOR AGORA É EM GAIA [ II ]

AS LIGAÇÕES MUITO MAFIOSAS

DE CARLOS SARAIVA

AOS


AUTARCAS DE



PONTE DE SOR - TAVEIRA PINTO


E DE


GAIA - LUÍS FILIPE MENESES

Diário de Notícias
7 de Setembro de 2007
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C.M.

Nota de Redacção:
Carlos Saraiva, pela primeira vez reconhece, o que pontedosorblogspot.com, tinha divulgado há muito tempo, sobre a contratação pelo grupo CS do
Tomás Vasques, ex-chefe de gabinete de João Soares na Câmara Municipal de Lisboa e da Margarida Magalhães, ex-vereadora do Urbanismo, pelo Partido Socialista,no município da capital.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

COMO EM PONTE DE SOR AGORA É EM GAIA

AS LIGAÇÕES MAFIOSAS

DE CARLOS SARAIVA


AOS


AUTARCAS DE



PONTE DE SOR - TAVEIRA PINTO

E DE

GAIA - LUÍS FILIPE MENESES

Diário Económico

Correio da Manhã

24 horas

Diário de Notícias

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C.M.




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