quarta-feira, 9 de julho de 2008

QUEM FICOU COM O GRAVETO?

O helicóptero milagroso que o ministro municipal de Lisboa, sr Costa, negociou e que depois o seu sucessor, Rui falinhas mansas Pereira tanto elogiaram - aquele balde de 5000 litros era o suprasumo - afinal não passa de uma peça muito cara que não faz mais nada do que despejar umas mijinhas de água sobre os incêndios.


Por não ser certificado, não pode servir para emergência médica e nem sequer para operações de busca/salvamento ou mesmo para transportar brigadas de primeira intervenção para combate a fogos.



Por todas estas razões o estado - e lá volta a confusão entre estado e (incompetente) governo - é obrigado a dispender mais umas pipas de massa desviadas dos bolsos dos contribuintes para alugar aparelhos que possam cumprir as missões que o maravilhoso kamov é incapaz de levar a cabo. link

Quem ganhou com

este negócio ruinoso
?


Como é que os governantes podem continuar impunemente a fazer negociatas
desastrosas (para os cidadãos) numa área onde se sabe que existem chorudas comissões?


L.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

EM PONTE DE SOR É O AERÓDROMO MUNICIPAL NO GOVERNO SÃO OS HELICÓPTEROS


Os dez helicópteros que o Ministério da Administração Interna comprou, sete dos quais já estão em Portugal, não deverão poder operar nos próximos três meses.

Os seis helicópteros pesados Kamov terão ainda que ser declarados aeronaves de Estado, através de um despacho conjunto do ministro da Administração Interna e do das Obras Públicas, e os pilotos terão que fazer o treino operacional. link

A foto acima representa os contribuintes que vivem no rectângulo, que pagam os seus impostos e que, por mais que paguem, nunca pagarão o suficiente para custear as manigâncias da corja que (se) governa.


A aquisição dos helicópteros - os tais do fantástico balde de cinco mil litros - kamov (convém recordar que nenhum país da europa civilizada comprou este aparelho) além das ilegalidades cometidas no secretismo do contrato é totalmente ruinosa no que respeita aos custos de manutenção.

A empresa russa Kamov, que vendeu a Portugal seis helicópteros pesados para combate a incêndios, vai ceder 12 pilotos para as aeronaves de modo a colmatar a falta de especialistas.

Basta saber-se que é uma sucata voadora não certificada/homolgada e que nãp pode transportar passageiros e que por isso não pode ser matriculada.
Mas a corja, sempre inventiva, decidiu atribuir-lhes matriculas do estado:


Como é possível adquirir um equipamento não certificado, com limitações de operacionalidade e de aproveitamento de recursos? Os factos, são que esta aeronave, não pode operar com matrícula civil por não estar certificada. O mesmo quer dizer que, só poderá ostentar matrícula de Estado... uma forma de contornar a lei, própria de países terceiro-mundistas .

Assim, estamos perante uma situação típica em que o barato pode sair caro, quer pelos encargos financeiros resultantes da manutenção, quer pela eventual impossibilidade de utilizar em pleno um helicóptero que poderia ter muitas outras missões para desempenhar caso possuisse as necessárias certificações. link

Contrariamente ao que afirma o ministro
do interior da administração interna quem vai pagar os aparelhos de substituição que tiveram de ser contratados devido ao atraso na entrega dos kamov são os contribuintes:

A adjudicação directa e sem concurso público do aluguer dos 10 helicópteros, por decisão do MAI, foi comunicada via fax ao final da tarde de quarta-feira às empresas envolvidas, afirmou fonte de uma das empresas.A locação dos meios foi decidida a 10 de Maio, "por se terem verificado atrasos e incumprimentos na entrega de helicópteros adquiridos pelo Estado", de acordo com nota enviada à Agência Lusa pelo gabinete do ministro da tutela. link

Esta metodologia mafiosa também foi utilizada para o concurso (criminosa e habilidosamente limitado para um único concorrente) e contrato de aluguer dos aviões beriev para esta "campanha".
A mesma metodologia mafiosa vai ser usada para o concurso de compra dos beriev (que a exemplo dos kamov não são adquiridos por nenhum país civilizado) em 2008.

Tu, cidadão vais pagar.
Vais pagar em impostos.
Vais pagar as comissões que estas negociatas geram...


L.

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terça-feira, 29 de maio de 2007

COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS

A grande maioria das vítimas de fogos florestais, ao contrário do que se julga, são populares e não propriamente os bombeiros. Essa situação advém da imprudência e desconhecimento do cidadão comum em relação ao fogo. Por isso mesmo, tenho defendido que, embora as populações sejam fundamentais no alerta (até porque, infelizmente, os sistemas de vigilância oficial deixam muito a desejar, é preferível retirá-las do chamado teatro das operações. Quanto muito poder-se-á usá-las, mas fora do perímetro mais próximo da frente de fogo. Aproximar ou manter populares junto da frente de fogo tem efeitos pouco relevantes, com a agravante de constituir um risco elevado para a sua segurança.

Por isso mesmo, a promessa do Governo em dotar mil juntas de freguesia com kits de primeira intervenção aos fogos - cada um custando oito mil euros cada, pelo que o investimento se elevará aos 8 milhões de euros - constitui uma medida perigosa, sem efeitos práticos (diria mesmo folclórica) e esbanjadora de recursos financeiros. primeiro, porque incentiva os populares a irem para a frente de fogo, sem qualquer preparação e com a perigosa confiança de terem os kits. Depois, terá efeitos irrelevantes porque não existindo disponibilidade de pessoal na esmagadora maioria das juntas de freguesia, não sei como se fará a logística da coisa. Será que os primeiros voluntariosos a chegarem à junta de freguesia levam o kit para o fogo? Por fim, gastar oito milhões de euros nesta coisa - que me parece mais negócio de venda de kits - é um desperdício, pois com esse dinheiro poder-se-ia equipar e formar mais equipas de sapadores florestais. Esses sim, úteis.


Pedro Vieira

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